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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES – 18 de Outubro de 2015




Se quiséssemos retratar os missionários e a sua missão, diríamos, com o Papa Francisco, que eles são uns apaixonados por Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, apaixonados pelas pessoas.
No centro está Jesus Cristo. De quem irradia uma palavrinha especial: “Ide” onde estão contidos os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora. Dele irradia uma vontade de partir para as grandes periferias da missão, a onde ainda não chegou o Evangelho.
É necessário viver este ideal missionário como um dom generoso, cheio de ardor e disponibilidade, porque o amor não se pode calar.  O Evangelho é a paixão do missionário. E a missão é colocar todos, sem excluir ninguém em relação pessoal com Cristo, até nos tornar-mos todos amigos fortes de Deus, no dizer de Sta Teresa de Jesus. 

OMP - Portugal

quarta-feira, 1 de abril de 2015

EM CRISTO VOLTAMOS À VIDA!


Cristo ressuscitado e glorioso é a fonte profunda da nossa esperança. Não nos faltará a sua ajuda para cumprir a missão que ele pede a cada um de nós.

A sua ressurreição não é algo do passado. Ela tem uma força viva que penetrou no mundo. Onde tudo parece estar morto, aí voltam a aparecer rebentos de ressurreição. É uma força imparável. É verdade que muitas vezes parece como se Deus não existisse: vemos injustiças, maldade, indiferença e crueldade... Mas também é certo que no meio da escuridão sempre começa a surgir algo novo que mais tarde ou mais cedo sempre dará fruto. Cada dia no mundo renasce a beleza. Os valores tendem sempre a aparecer de novas maneiras. E onde, muitas vezes, tudo parecia sem solução, o homem foi capaz de renascer, curar, abençoar, perdoar, consagrar, libertar, criar, construir, ressuscitar.

A ressurreição de Cristo provoca por todo o lado germes de um mundo novo. Não fiquemos à margem. Entremos no caminho da luz sem ocaso, essa luz que se expande do círio pascal, que a manhã encontra ardendo e brilhando porque já nunca se apagará. Aleluia!
Feliz Páscoa !

Foto: DR

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O AMOR VERDADEIRO ESTÁ LÁ SEMPRE PRIMEIRO

O AMOR VERDADEIRO ESTÁ LÁ SEMPRE PRIMEIRO
“A Alegria do Evangelho”


«Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia boas novas a Sião»
(Isaías 52,7)
«A voz do meu amado: ei-lo que vem correndo sobre os montes»
(Cântico dos Cânticos 2,8)

1. Vejo a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, do Papa Francisco, a primeira e programática do seu pontificado (n.º 25), como uma torrente de «óleo de alegria» (Isaías 61,3) a inundar, lubrificar e tonificar todos os recantos de uma Igreja que se quer em «vestido de festa» (ainda Isaías 61,3), jubilosamente saindo de si mesma, das amarras do medo, do comodismo, da indiferença, do quietismo, de toda a rigidez autodefensiva, do telónio da administração seja do que for. É, na verdade, necessário e urgente passar da «simples administração» para um «estado permanente de missão» (n.º 25). Requer-se, portanto, uma nova cultura e postura de evangelização, que vá muito para além de uma simples pastoral de manutenção. Deve notar-se que, nas comunidades cristãs primitivas, o termo «Evangelho» é um nome de ação e não de estado. Significa «anunciar a notícia feliz da Ressurreição de Jesus», pelo que não pode ser confundido com um livro colocado na estante que gera vidas colocadas na estante. «Evangelho» significa então «evangelização», e evangelização implica movimento e comunicação, e requer tempo, dedicação, formação, inteligência, entranhas, mãos e coração.



2. Da paleta de tintas do Papa Francisco sai uma Igreja pobre, leve e bela, com uma «tarefa diária: é cada um levar o Evangelho às pessoas com quem se encontra» (n.º 127). A esta Igreja bela não serve o hábito velho daquilo a que ele chama o «deveriaqueísmo», que somos nós cómoda e vaidosamente sentados e entretidos a discutir «o que se deveria fazer» (n.º 96). É o «excesso de diagnóstico» (n.º 50) ou o «excesso de meios, míngua de fins» (Edmund Pellegrino). Sim, este não é o tempo do «deveriaqueísmo», mas o tempo do «saiamos, saiamos» (n.º 49), o tempo de a Igreja inteira sair de si mesma, do seu estatismo autorreferencial. Este é o tempo da leveza e da agilidade do Evangelho, de a Igreja «primeirear» (n.º 24), levando a todos, sobretudo aos pobres, o anúncio do Evangelho, que é «a primeira caridade» (n.º 199; Novo Millennio Ineunte, n.º 50) e «o primeiro serviço que a Igreja pode prestar ao homem e à humanidade inteira» (Redemptoris Missio, n.º 2). O ícone feliz desta maneira de viver bem pode ser «Nossa Senhora da prontidão, que sai “à pressa” (Lucas 1,39) da sua povoação para ir ajudar os outros» (n.º 288).

3. Se não sair ao encontro dos outros, sobretudo dos pobres, se não se lembrar dos pobres, se não os tiver sempre presentes e não nutrir por eles um carinho particular, a Igreja perde credibilidade e o seu critério-chave de autenticidade (n.º 195) e de autoridade. A autoridade na Igreja é sempre por transparência. Transparência de Cristo, deixar passar Cristo, «é Cristo que vive em mim» (Gálatas 2,20). «Nós só nos devíamos lembrar dos pobres», aí está a condição que rege a missão do Apóstolo Paulo (Gálatas 2,10), «o maior missionário de todos os tempos» (Bento XVI, Mensagem para o 45.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, 2008) e «modelo de cada evangelizador» (Evangelii Nuntiandi, n.º 79). É bom que a Igreja viva em permanente sintonia com as frequências do Sermão da Montanha, em que os primeiros destinatários da felicidade são os «pobres de espírito» (Mateus 5,3), que são os que não têm espaço político, económico, social, educacional, cultural, humano: aqueles que não têm espaço vital, que não têm espaço nenhum, com quem ninguém conta, nem contam para ninguém. Para levar a todos e a todos envolver nesta onda de felicidade, é preciso uma Igreja feliz, liberta de todas as amarras, do formalismo e do calculismo da administração, da frieza da indiferença, do medo que tolhe os movimentos e leva ao pecado da estagnação e da auto-preservação, poço de águas inquinadas.

4. Porque o Papa apela ao uso de imagens para fazer passar a mensagem do Evangelho (n.º 157), enxerto aqui a bela interpretação que os targûmîm (paráfrases aramaicas) fizeram da passagem do Livro dos Números 21,16-18: «Foi então que Israel cantou este poema de louvor, no momento em que voltou o poço que lhes tinha sido dado por mérito de Miriam, depois de ter estado escondido: “Sobe, poço! Sobe, poço!”, assim cantavam. E ele subia. O poço que tinham escavado os patriarcas, Abraão, Isaac e Jacob, os príncipes de outrora, os chefes do povo, Moisés e Aarão, perfuraram-no os dirigentes de Israel, mediram-no com as suas varas. E, depois do deserto, deu-se a eles como um dom. E depois de se dar a eles como um dom, pôs-se a subir com eles pelas altas montanhas, a descer com eles pelos vales. Passando por todo o território de Israel, dava-lhes de beber a todos e a cada um à entrada da sua tenda». Um poço que acompanha o povo por todo o lado, por montes e vales, e que dá de beber ao povo, imagem próxima das pessoas-cântaro de que fala o Papa Francisco (n.º 86). Bela metáfora que traduz bem Jesus e que pode e deve traduzir também a Igreja na sua ação de ir ao encontro das pessoas para saciar a sua sede mais profunda.

5. A Igreja de Cristo é formada por «discípulos missionários», e não por «discípulos e missionários» (n.º 120), como se «missionário» pudesse ser apenas um ornamento ou um acessório a apor ao «discípulo» (n.º 273). Não é um acessório mais ou menos facultativo, que se pode ter ou não ter, usar ou não usar. É por natureza que a Igreja é missionária (Ad Gentes, n.º 2), e «evangelizar constitui, de facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua identidade mais profunda» (Evangelii Nuntiandi, n.º 14). Neste sentido, escreve bem o Papa Francisco, «eu sou uma missão nesta terra» (n.º 273). Eu sou, tu és, nós somos. Sim, este é o tempo de tudo o que é Igreja transbordar de beleza (n.º 142), e fecundar e contagiar de alegria a inteira paisagem humana e da criação em que por graça estamos inseridos. Este é o tempo de sermos todos contemplativos de Deus e contemplativos do rosto dorido e belo dos nossos irmãos (n.os 154.199.264). Contemplativos e transparentes, habitados pelo mistério de Cristo e dispensadores dos mistérios de Deus (1 Coríntios 4,1; Lumen Gentium, n.º 21).

D. António Couto

Bispo de Lamego
(Publicação conjunta da Missão Press)
Foto: DR

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

LAMEGO ACOLHEU XV FÓRUM ECUMÉNICO JOVEM


Ousar permanecer em Cristo

300 jovens ‘invadiram’ o Seminário Maior de Lamego a 9 de Novembro. O FEJ 2013, na sua XV edição, é organizado pelos departamentos juvenis das Igrejas Católica Romana, Lusitana, Metodista e Presbiteriana. Os objetivos, desde 1999, são: encontrar jovens de outras Igrejas; partilhar experiências de fé e de missão; rezar em conjunto; aprofundar temas de fé, cultura e cidadania; fazer festa; conhecer melhor outras Igrejas; conviver.
 ‘Permanecei em Cristo’ foi o lema escolhido em tempo de pós-vindimas, por terras de Alto Douro Vinhateiro. Tudo começou com o acolhimento assegurado pelo Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil de Lamego, coordenado pelo P. Bráulio. O P. João Carlos, pró-Vigário Geral da Diocese, deu as boas vindas aos participantes neste evento e abriu as portas do Seminário Maior a jovens vindos de várias dioceses, de norte a sul do país.
Depois, coube às Igrejas apresentarem-se, de forma criativa, aos jovens. E assim se chegou a um almoço partilhado, onde Lamego ofereceu o que constituiu imagem de marca desta terra: o presunto, a bôla, as maçãs…para além de um caldo verde em dia frio e chuvoso.


D. António Couto, biblista e bispo de Lamego, abriu a tarde para explicar aos jovens a parábola da videira verdadeira que é Cristo. Apresentou como solução única a enxertia para que dê frutos doces e abundantes. Há que saber também que a limpeza/poda se faz pela Palavra de Deus e é preciso fazer um novo percurso de vida para dar frutos.
O trabalho em onze grupos tentou responder aos desafios lançados por D. António Couto para ajudar a refletir sobre a comunhão, a união a Cristo, a conversão para que haja mais frutos na vida de cada um e das comunidades de pertença.
A celebração final, de envio, teve como momento forte o compromisso dos participantes na construção de vidas e comunidades bem enxertadas em Cristo e, por isso, geradoras de felicidade e comunhão, produzindo frutos abundantes.
A animação das assembleias plenárias e da celebração foi confiada ao grupo musical Almacave Jovem, de Lamego.
Na hora do regresso a casa, era visível a alegria espelhada no rosto dos jovens que, em número muito elevado, quiseram inscrever-se no FEJ, evento que já teve edições em Braga, Viana, Porto, Gaia, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa e Montijo.

Tony Neves,
Equipa Ecuménica Jovem

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A IGREJA É APOSTÓLICA , É MISSIONÁRIA E NÃO PODE FICAR FECHADA EM SI MESMA.



Professar que a Igreja é apostólica, explicou o Papa Francisco, significa destacar o elo profundo, constitutivo que ela tem com os Apóstolos. “Apostolo” é uma palavra grega que quer dizer “mandado”, “enviado”. Os Apóstolos foram escolhidos, chamados e enviados por Jesus, para continuar a sua obra. Partindo desta explicação, o Papa destacou brevemente três significados do adjectivo “apostólica” aplicado à Igreja.
Em primeiro lugar, a Igreja é apostólica porque está fundada sobre a pregação dos Apóstolos, que conviveram com Cristo e foram testemunhas da sua morte e ressurreição. “Sem Jesus, a Igreja não existe. Ele é a base e o fundamento da Igreja”, recordou o Papa, afirmando que a Igreja é como uma planta, que cresceu, se desenvolveu e deu frutos ao longo dos séculos, mas mantêm suas raízes bem firmes em Cristo.
Em segundo lugar, a Igreja é apostólica, porque Ela guarda e transmite, com ajuda do Espírito Santo, os ensinamentos recebidos dos Apóstolos, dando-nos a certeza de que aquilo em que acreditamos é realmente o que Cristo nos comunicou.
“Ele é o ressuscitado e suas palavras jamais passam, porque Ele está vivo. Hoje Ele está entre nós, está aqui, ouve-nos. Ele está no nosso coração. E esta é a beleza da Igreja. Já pensamos em quanto é importante este dom que Cristo nos fez, o dom da Igreja, onde podemos encontrá-Lo? Já pensamos que é justamente a Igreja – no seu longo caminhar nesses séculos, apesar das dificuldades, dos problemas, das fraquezas, os nossos pecados – que nos transmite a autêntica mensagem de Cristo?”
Enfim, a Igreja é apostólica porque é enviada a levar o Evangelho a todo o mundo. Esta é uma grande responsabilidade que somos chamados a redescobrir: a Igreja é missionária e não pode ficar fechada em si mesma.
“Insisto sobre este aspecto da missionariedade, porque Cristo convida a todos a irem ao encontro dos outros. Envia-nos, pede-nos que nos movamos para levar a alegria do Evangelho. Devemos perguntar-nos: somos missionários com a nossa palavra ou através da nossa vida cristã? Com o nosso testemunho? Ou somos cristãos fechados nos nossos corações e na nossa igreja? Cristãos de sacristia? Cristãos só de palavras mas que vivem como pagãos? Isso não é uma crítica, também eu me questiono: Como sou cristão? Com o testemunho, realmente? A Igreja tem suas raízes no ensinamento dos apóstolos, mas olha sempre para o futuro, com a consciência de ser enviada por Jesus, de ser missionária, levando o nome de Jesus com a oração, o anúncio e o testemunho. Uma igreja que se fecha em si própria e no passado, ou uma igreja que olha apenas para as pequenas regras de hábitos, de atitudes, é uma Igreja trai sua própria identidade. Uma Igreja fechada trai a sua própria identidade. Redescubramos hoje toda a beleza e a responsabilidade de ser Igreja apostólica.”


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

QUAL É A MISSÃO DA IGREJA?




“Qual é a missão da Igreja? Difundir em todo o mundo a chama da fé, que Jesus acendeu no mundo: a fé em Deus, que é Pai, Amor, Misericórdia. O método da missão cristã não é fazer proselitismo, mas o da chama compartilhada que aquece a alma. Agradeço a todos aqueles que, através da oração e da ajuda, concreta apoiam o trabalho missionário, em especial a preocupação do Bispo de Roma pela difusão do Evangelho. Neste dia estamos próximos a todos os missionários e missionárias, que trabalham muito sem fazer barulho, e dão a vida. Como a italiana Afra Martinelli, que trabalhou por muitos anos na Nigéria: dias atrás, foi assassinada num assalto; todos choraram, cristãos e muçulmanos. Era bem querida. Ela proclamou o Evangelho com a vida, com o trabalho que realizou, um centro de educação; assim espalhou a chama da fé, combateu o bom combate!” - Palavras do Papa Francisco no Angelus do Dia Mundial das Missões.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

IDE PELO MUNDO INTEIRO E ANUNCIAI O EVANGELHO



Estamos a poucos dias do Dia Mundial da Missão, o próximo domingo dia 21. Um dia que nos é dado como uma boa ocasião para revigorar a fé. A fé que nos faz rasgar horizontes, derrubar barreiras e ver a vida como um dom de Deus. Um dom que queremos anunciar.

«Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho» (Mc 16, 15). Este foi o mandamento explícito do Senhor aos seus discípulos antes de subir ao céu. Através dos séculos os cristãos escutaram estas palavras e acolheram-nas. Cada geração deve escutar e acolher este mandamento missionário de Cristo e é a nós, hoje, que compete fazê-lo nas circunstâncias históricas em que vivemos.

Acreditar, para os primeiros cristãos, não era nem um suplemento, nem uma realidade supérflua da sua existência. Era algo de decisivo. Eles viviam com a consciência clara de serem a luz do mundo e o sal da terra, e que a Boa Nova do Evangelho era o fermento no meio da massa de uma sociedade pagã. 

Ide, significa ir ao encontro dos outros. Ir à sua procura. É preciso encontrar o homem que perdeu o caminho do seu ser cristão. Ir para evangelizar o vasto mundo do trabalho, da cultura e da sociedade para que cada uma das profissões sejam exercidas com justiça e caridade evangélicas.

Ir significa começar a viver um cristianismo dinâmico  cheio de zelo para não o deixar reduzir às cinzas de uma fé rotineira ou de algumas práticas religiosas sem vida. De qualquer posto de trabalho e de todo o lugar, o cristão que experimentou a amizade de Cristo, viverá sempre com o ardente desejo de o dar a conhecer indo ao encontro do homem que sente sede de Deus.

O Evangelho não se anunciou de uma vez por todas na história. Ele tem de ser proclamado com ardor em cada época. Pertence-nos a nós proclamá-lo com vigor e com paixão na nossa época.

Mas não basta sair à rua ou empregar novas fórmulas de apostolado se no interior de cada um de nós não pulsar um coração de apóstolo. É necessário, antes de mais, formar um coração apostólico. É preciso lembrar que se é apóstolo a partir do interior e que não são as circunstâncias exteriores que nos constituem como tal. Não somos apóstolos porque exercemos uma responsabilidade, uma actividade apostólica ou um ministério, nem porque desejamos vagamente fazer qualquer coisa pelos outros. Somos apóstolos por vocação, porque Jesus Cristo nos chamou a levar ao mundo inteiro o seu Reino de paz, de justiça e de amor. Somos apóstolos, cada um de nós, na medida em que estamos unidos a Cristo pela graça do baptismo e nos identificamos com a sua missão redemptora.   

A urgência do apostolado vem do interior, do amor que cada um professa na sua relação com Cristo. Se não existir um amor verdadeiro por Cristo e pelo próximo, não existe apóstolo autêntico. Ser apóstolo é a componente essencial do cristão. É por isso que anunciar o Evangelho não é uma tarefa ao lado de muitas outras. É a missão à volta da qual o cristão deve polarizar a sua vida. Não se é apóstolo a determinadas horas e a determinados dias. Toda a vida do cristão é uma vida apostólica porque cada momento da vida é uma ocasião propícia que Deus lhe oferece para a anunciar o Evangelho de Jesus e proclamar a vinda do seu Reino.

Que este dia Mundial da Missão seja para todos nós a ocasião propícia de renovarmos o nosso ser apóstolo do Reino de Deus. Sentirmos em nós o desejo ardente que todos os homens conheçam Jesus Cristo para que depois, com toda a liberdade e clareza de espírito possam dizer: "Eu também quero ser de Cristo".

Que através das vossas orações e dos vossos dons generosos, o Reino de Deus possa chegar a toda a humanidade. 

« Hoje não é o momento de esconder o Evangelho, mas de o gritar sobre os telhados» (Cf. Mt 10, 27 ).

Texto: P. António Lopes, SVD
Foto: Tony Neves

segunda-feira, 7 de maio de 2012

"ALARGA O ESPAÇO DA TUA TENDA" - Exposição Missionária



De 12 de Maio a 31 de Outubro de 2012 estará aberta ao público, em Fátima, no Convivium de Santo Agostinho (cripta da igreja da Santíssima Trindade), das 9 às 19hs (Todos os dias), a Exposição Missionária que nasce da parceria entre o Santuário de Fátima, os Institutos Missionários ad gentes e as Obras Missionárias Pontifícias.  

Este evento, imbuído da paixão pela Missão, pretende levar à renovação do entusiasmo pela Missão da Igreja em Portugal. O título – alarga o espaço da tua tenda – tomado do livro de Isaías, pretende levar-nos àquela atitude de quem se encontra de coração aberto para acolher o outro e ir ao encontro do outro.

Trata-se de um projeto que foi amadurecendo durante alguns anos e que nos últimos tempos tomou a forma em que agora se apresenta como um presente para quem o queira receber e descobrir. Para isso contribuiu também a carta pastoral dos nossos bispos, “Como Eu vos fiz, fazei vós também”. Para um rosto missionário da Igreja em Portugal. Passos de uma Igreja que tem a sua origem na Missão, vive da Missão e para a Missão.

Ao longo de quatro núcleos, o visitante poderá sentir, gostar e deixar-se envolver pelo espaço que procura acolhê-lo e acompanhá-lo como o hóspede que há muito era esperado. Ali se encontrará com a origem da Missão e com aqueles e aquelas, que a foram encarnando ao longo dos tempos. Trata-se de um caminho e, como tal, em construção. Uma obra para ver, deixar-se envolver e sentir-se como operário que vai colocando o seu tijolo neste grandioso projeto. E ali encontrará gente que o acompanha; ali encontrará a Mãe que acolheu a Palavra e que hoje a continua a dar ao nosso mundo. Uma Mãe que caminha com os seus filhos.

Tudo isto num tempo em que o Santuário de Fátima se prepara para a celebração do Centenário das aparições e num contexto em que a Igreja apela e procura encontrar caminhos para a Nova Evangelização. Aceite o nosso convite. Venha até Fátima, percorra os caminhos que o lugar lhe sugere até chegar e descer as escadas, ou a rampa, para a cripta da igreja da Santíssima Trindade. É aí que se pode encontrar com a Exposição Missionária, entrar e… alargar o espaço da sua tenda. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

SEMPRE EM MISSÃO…



Hoje, num mundo em constante mudança, novos  desafios são colocados à Missão da Igreja.
Embora a Boa Nova seja a mesma, os meios que usamos hoje para evangelizar estão necessariamente sujeitos a uma renovação / reinvenção.  A era digital trouxe consigo novas formas de ver, pensar e propor o Evangelho. Os bloges, as redes sociais, a portabilidade de novos meios fazem com que hoje seja mais rápido chegar a mais pessoas.
Por isso, as Obras Missionárias Pontifícias quiseram renovar o seu antigo blog e entrar na blogosfera com um olhar renovado e alegre sobre a Missão da Igreja. Com ele não queremos apenas informar sobre a  Missão, mas sim ajudar a implementar uma cultura missionária no nosso país.
Escolhemos como título as Palavras de Bento XVI para o dia mundial das Missões de este ano. “Todos, tudo e sempre em Missão”
É por isso que queremos que este blog também seja teu. Sim, teu! Com as tuas ideias, as tuas interrogações, a tua ajuda, a tua inspiração, estamos certos que ele será uma plataforma do pulsar do mundo entre nós. Contamos com todos, tudo e sempre em Missão!