segunda-feira, 22 de abril de 2013

JORNADAS DIOCESANAS DA JUVENTUDE 2013






“Ide e fazei discípulos de todas as nações” foi este o tema da Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) que decorreu no  Domingo, 21 de Abril, em Belém.
A JDJ teve início no Colégio São José, no Restelo, com o acolhimento dos jovens e seguido de um momento de partilha sobre a vida de S. Francisco Xavier pelo padre Miguel Almeida, sj. Depois do almoço, no jardins de Belém, mais de 1000 jovens puderam ouvir os testemunhos de Gonçalo e da Maria João Archer (Leigos para o Desenvolvimento), Fernando d’Oliveira (Assistente Centro Hospitalar do Telhal) e o Professor Marcelo Rebelo de Sousa sobre “Ser testemunhas, hoje”.
Ainda durante a tarde, na Praça do Império, os jovens tiveram um momento de oração, antes do encontro com D. José Policarpo. “O Cristianismo não é um discurso, não é uma teoria, é uma experiência, uma experiência que se comunica…uma  experiência da qual se deve dar testemunho… por isso Evangelizar é pôr-se a caminho”, partilhou D. José.
No dia do Bom Pastor o cardeal-patriarca presidiu à celebração da eucaristia, no Mosteiro dos Jerónimos, antes do concerto que encerrou a jornada, pelo grupo ‘Anima Christi’. Um dia cheio de alegria, partilha e oração.


Texto / Fotos: João Cláudio



quinta-feira, 18 de abril de 2013

INFÂNCIA MISSIONÁRIA - SITE





As Obras Missionárias Pontifícias arrancaram hoje com um novo espaço, na Web, para a Infância Missionária (www.infancia.opf.pt ). O site onde todas as crianças, grupos de catequese e da santa infância poderão encontrar diversos materiais, actividades e jogos  para explorar. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

HABEMUS PAPAM




Acolhemos com alegria o novo Bispo de Roma que o Espírito Santo deu à Igreja Universal.
Alegramo-nos com o nome escolhido, FRANCISCO , certos de que o serviço prestado à Igreja Universal será simples, belo, fraterno e apaixonadamente missionário, se pensarmos em S. Francisco de Assis e em S. Francisco Xavier.
Santo Padre Francisco conte connosco: com a nossa oração, a nossa generosidade e entrega à Missão.

Texto: P. António Lopes, SVD
Foto: Lusa

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

INFÂNCIA MISSIONÁRIA – Diocese de Beja


“Crianças ajudam crianças”


O lema da Obra da Infância Missionária é “Crianças ajudam crianças”. Tem quase 170 anos (9 de Maio de 1843) e pretende mobilizar as crianças e adolescentes para a dimensão missionária da Igreja, através da oração e da partilha. As Obras Missionárias Pontifícias, em Portugal, assumiram um desafio de relançar nas dioceses esta forma de ir ao encontro dos mais novos para incutir neles a força da missão. Com o slogan “Com as crianças da Ásia procuramos Jesus” foi distribuído pelas catequeses diverso material, de modo particular o presépio, com uma caminhada de advento e o mealheiro para a partilha, cujo produto ajudará as crianças na Índia a terem uma escola onde possam aprender a ler e a escrever como convém; e nas Filipinas, as crianças e adolescentes de um orfanato a poderem ter refeições durante um ano. Na nossa Diocese, esta iniciativa foi lançada, no dia diocesano, pelo Centro Diocesano Missionário e pelo Departamento Diocesano da Catequese da Infância e Adolescência.

Celebração da Festa da Infância Missionária

No domingo da Epifania, as crianças e os adultos, em celebração diocesana, presidida por D. António Vitalino, subiram à Igreja do Castelo, em Santiago do Cacém, para viverem a “manifestação do Senhor aos povos gentios”.
De longe, lá no alto, na torre do Castelo, vislumbrava-se uma estrela. No interior do templo, faixas simbolizando os 5 continentes e cartazes com os nomes dos 6 arciprestados conduziam as pessoas até ao presépio vivo. Uma multidão de gente encheu o templo.
O Evangelho, proclamado e encenado, com a presença dos Magos, de Herodes e dos sacerdotes, criou expectativa e espanto nas crianças e nos adultos. Foi um momento de rara beleza. O novo caminho feito pelos Magos serviu de tema à homilia proferida pelo presidente da celebração.
Ao ofertório, as crianças, saídas do meio da assembleia, dirigiram-se ao presépio e depositaram os seus mealheiros junto dos presentes que os Magos ofereceram ao Menino. A maior parte das crianças e adolescentes era de Santiago do Cacém, havendo, todavia, representações das paróquias de S. Francisco da Serra, de S. Bartolomeu e da Abela. De enaltecer a presença de um grupo vindo de Colos e acompanhado pelos seus catequistas.
Após a comunhão, o conto “A estrela da Esperança” deu o mote para que, à saída, os magos oferecessem a cada pessoa uma “estrela da esperança” onde se podiam ler as seguintes palavras: paz, esperança, amor, luz, fé.
Certamente que em outros lugares pela Diocese fora também houve celebrações ricas onde párocos, catequistas, crianças e famílias se empenharam em solenizar este dia. Todos, como missionários, podemos e devemos fazer a experiência dos Magos: ver, partir, procurar, alegrar-se, adorar, oferecer e fazer caminho novo.

Texto: P. Agostinho Sousa, CDM/Beja
Foto: DR


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL - Natal em clave de Sol




Natal em clave de Sol

Do. É o dom de voltar a começar cada dia, cada ano. Mas não como um destino do tempo, sucessivo que é mais do mesmo. Não. Um dom que é novo como a “Nova Evangelização”. Um dom que é uma oportunidade para aprender a esperança. O Natal significa que mesmo a crise não deve levar a posturas de passividade e de fatalismo. É o tempo para descobrirmos uma melodia nova até darmos com o tom adequado.
Re. Recordar e percorrer o caminho até Belém é tarefa de cada Natal. Recordar o futuro que já está oculto no passado. As mil e uma possibilidades latentes que esperam o tempo oportuno para se tornarem realidade.
Recordamos que vivemos sob o tempo de Deus e que Deus é fiel à sua promessa de levar o mundo à sua plena realização. E esta convicção alimenta a nossa esperança. O futuro não é uma ameaça; é uma meta que ressoa já no itinerário da vida: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,2).
Mi. Missão. É Mirar. Apontar o nosso olhar até percebermos o milagre. Há muitas maneiras de olhar. Podemos fixar-nos nas recordações, na nostalgia e na saudade… Mas também podemos fixar-nos nas pessoas que estão cheias de sonhos; vermos processos de nascimento e de crescimento; vermos a vida escondida que começa a revelar-se. O Natal é o tempo de termos os olhos bem abertos porque «Nesse dia, os surdos ouvirão as palavras do livro, e, livres da obscuridade e das trevas, os olhos dos cegos verão. Os oprimidos voltarão a alegrar-se no Senhor, e os pobres exultarão no Santo de Israel» (Is 29, 18-19).
Fa. Fascinação diante do Menino deitado numa manjedoura. Fascinação que nasce desse encontro com o Evangelho, encontro feito fascínio e espanto com o mistério da pessoa e da obra de Jesus Cristo que, mesmo sobre a Cruz, manifesta plenamente a beleza e a força do amor de Deus.
Fascinação que leva à alegria de saber que Deus tem a última palavra. Que Deus revela a sua justiça e a sua glória, mas que só o olhar cristalino do coração consegue maravilhar-se diante do Menino que nasceu para nós.
Sol. O Sol que nasce das alturas e que se transforma em solidariedade é o outro nome do Natal. Especialmente em tempos de crise. Sabemos que o futuro está nas mãos de Deus. Que o seu tempo e a sua fidelidade não estão esgotados. Vivemos sob a sua palavra criadora e ressuscitadora. A Palavra fez-se carne e habitou entre nós, diz S. João. Esta palavra recria a existência e chama-nos a descobrir novos horizontes; estimula-nos a amar. Sabemos que o amor é o que faz viver e que dá vigor à vida. É o amor que nos faz cantar juntamente com os anjos: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens» (Lc 2, 14).
La. Não de lamúrias mas de labaredas de alegria: «Assim que o viram começaram a contar o que lhes tinha sido anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviram se admiravam com aquilo que os pastores lhes disseram» (Lc 2, 17-18).No Natal reconhecemos a mais-valia do amor sobre a nossa história e descobrimos que é a alma mais íntima de toda a realidade, a sua respiração e o seu alento vital.  É o amor que nos faz entusiasmar pela profundidade e pela beleza da nossa fé. É ele que nos impulsiona a transmiti-la aos vizinhos, aos filhos, aos netos, às gerações futuras.    
Si. Sim. É a grande palavra do Natal. É a nota musical que reúne todos os “sins” da nossa história e da história bíblica. Em primeiro lugar o sim de Deus ao criar o mundo e o homem: o sim de Deus a iniciar uma história de amor com a humanidade inteira. O sim de Israel a formar parte especial da história da salvação, o sim à sua vocação como povo comprometido com a aliança e com a sua missão de alargar a história do amor de Deus ao mundo inteiro, fazendo-a convergir no Messias Jesus. O sim de Maria como sinal condensado da resposta dos seres humanos aos surpreendentes planos libertadores do nosso Deus. O sim da Igreja em continuar a missão que recebeu de Jesus: Evangelizar. Evangelizar será a nossa maneira de ser, porque é a nossa identidade mais profunda, graça e vocação recebidas, vividas, correspondidas abrindo caminho a todos os homens para Cristo.
Do. Dom da Fé. Neste Ano da Fé, é importante compreender que «a Fé em Deus, neste desígnio de amor realizado em Jesus Cristo, é antes de tudo um dom e um mistério a receber no coração e na vida e pelo qual devemos agradecer sempre ao Senhor. A Fé é um dom que nos é dado para ser partilhado; é um talento recebido para que produza frutos; é uma luz que não deve ficar escondida, mas iluminar toda a casa» diz o papa Bento XVI. A fé não se refere a coisas, a teorias, a ideologias, refere-se a uma pessoa: o Menino que é a Luz do mundo, o Sol que ilumina tudo e todos. «Tudo se define a partir de Cristo».  

Solfejai estas notas e que este Natal leve cada um a seu modo a cantar melodias de Amor e de Paz. 

Desejamos a todos os nossos amigos, colaboradores e benfeitores um FELIZ NATAL cheio de bênçãos de Deus. Que o Novo Ano de 2013 seja um Ano de MISSÃO e de Fé.

Texto: P. António Lopes, SVD
Foto: OMP



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ADVENTO, TEMPO PROPÍCIO PARA VIVER A MISSÃO E TRANSMITIR A FÉ



A partir do próximo Domingo entramos no tempo do Advento. O Advento é mais espiritual que cronológico, porque mais do que um tempo, é uma atitude. Não estamos em Advento porque calha, mas porque queremos cultivar a esperança. É precisamente isso que fazemos com a coroa de advento. Nos braços da natureza de Outono colocam-se quatro velas que se vão acendendo progressivamente ao ritmo das semanas que faltam para o Natal. E se neste tempo caiem as folhas das árvores, nós acendemos velas de ilusão. Quer dizer, levantamos a esperança. Enquanto há vida há esperança, dizemos nós. Mas também podemos dizer, enquanto há esperança há vida. Sempre estamos à espera do menino que vai nascer. A vida é parto. Algo novo e melhor tem que suceder; algo novo e melhor tem que te suceder a ti. E sempre estamos à espera do MENINO que vai nascer. MENINO com maiúsculas. Oxalá rasgasses os céus e descesses! (Is 63,19), rezamos nós. Parece um sonho, mas o céu rasgou-se e o céu fez-se Menino. O céu e a terra abraçam-se para sempre. Já não há nada que temer. Já estão permitidos todos os sonhos. Com crescente confiança daremos testemunho do Evangelho do Senhor.

Texto: P. António Lopes
Foto: Lusa

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CARTA DA ESPERANÇA - FÓRUM ECUMÉNICO JOVEM



Mais de 200 jovens, vindos de todo o país, responderam ao convite das Igrejas Católica, Lusitana, Metodista e Presbiteriana e participaram no XIV FEJ, realizado no Colégio Salesiano do Porto, a 10 de Novembro.
O evento abriu com uma celebração ecuménica, a que se seguiram workshops sobre ‘retratos da realidade juvenil no mundo social, universitário e laboral’. Após almoço de confraternização, a tarde foi marcada por grupos de reflexão sobre ‘os caminhos da esperança’, havendo um espaço especial para os mais jovens.
Na celebração de envio, foi lida e assinada a ‘Carta da Esperança’, que está disponível em www.ecumenismojovem.org.

Carta da Esperança

Os jovens cristãos reunidos no XIV Fórum Ecuménico (FEJ 2012), apoiados pelos seus hierarcas presentes, aceitam viver este tempo tão particular da sociedade portuguesa como um momento de esperança.
Interpelados pela exortação bíblica “Valoriza a juventude que há em ti!” (1 Tim 4,12), os jovens presentes descobrem-se chamados a valorizar os seus dons, num mesmo compromisso e animados pela mesma esperança. Por isso…  
Somos chamados à comunhão, e queremos viver na esperança de um dia superarmos as divisões que ainda existem entre nós.
Somos chamados à missão, pois temos a esperança de anunciar juntos, de forma credível, pela palavra e pela ação, a mensagem do Evangelho.
Somos chamados a construir mais justiça, pois mantemos acesa a chama da esperança de vivermos num mundo onde todas as pessoas serão respeitadas na sua dignidade.
Somos chamados ao compromisso por uma Europa mais humana e social, onde vençam os direitos humanos, a paz, a liberdade, a tolerância, a participação e a solidariedade entre todos.
Somos chamados ao perdão, com a esperança de resolvermos pacificamente todos os conflitos.
Somos chamados a uma cidadania responsável, com a esperança de combatermos o desemprego, a discriminação racial, a xenofobia, a exclusão.
Somo chamados a uma consciência ecológica, com a esperança de que o nosso mundo será sustentável e a mãe natureza a casa comum de todos.
Somos chamados a servir, vendo em cada pessoa uma irmã ou um irmão, com a esperança bíblica de que é dando que se recebe.
Somos chamados a espalhar a alegria de sermos filhas e filhos amados de Deus, para encontrarmos um sentido para a vida mesmo nos dias mais cinzentos.
Somos chamados a despertar e a procurar Deus com a esperança de que um dia encontraremos o Seu olhar de ternura.
Somos chamados a ser sal e luz com a esperança de que Cristo dá sabor às nossas vidas e ilumina os nossos caminhos.
Somos chamados a dar de graça porque de graça tudo recebemos das mãos de Deus.
Somos chamados à simplicidade de vida, para que o essencial resplandeça nas nossas opções e no nosso jeito de ser.
Somos chamados a gritar bem alto a nossa esperança porque, mesmo em tempo de crise profunda, quem a Deus tem nada lhe falta, pois só Ele basta.

O ecumenismo continua…

A próxima etapa da vivência ecuménica será a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, de 18 a 25 de Janeiro.

Tony Neves
Equipa Ecuménica Jovem