segunda-feira, 14 de maio de 2012

MISSIONÁRIOS PORTUGUESES EM MISSÃO 'AD GENTES'



Os dados estatísticos mais recentes dos missionários portugueses a trabalhar nos quatro continentes revelam que, actualmente, existem 699 missionários, menos 84 do que em 2009. O Brasil é o país que acolhe mais missionários e missionárias consagrados (81), sendo Moçambique o destino mais procurado pelos missionários leigos. Na globalidade, África é onde está o maior número de evangelizadores portugueses (464).

Os missionários e missionárias leigos são neste momento em maior número (287), estando grande parte concentrada no continente africano (264), seguindo-se a América (18) e Ásia (85). O mesmo acontece com os missionários consagrados. Dos 203 homens, 116 estão em África, 54 no continente americano, 19 na Europa e 14 na Ásia. As mulheres missionárias (209) também preferem em primeiro lugar o continente africano (84), depois a América (53), Europa (51) e Ásia (21).

segunda-feira, 7 de maio de 2012

"ALARGA O ESPAÇO DA TUA TENDA" - Exposição Missionária



De 12 de Maio a 31 de Outubro de 2012 estará aberta ao público, em Fátima, no Convivium de Santo Agostinho (cripta da igreja da Santíssima Trindade), das 9 às 19hs (Todos os dias), a Exposição Missionária que nasce da parceria entre o Santuário de Fátima, os Institutos Missionários ad gentes e as Obras Missionárias Pontifícias.  

Este evento, imbuído da paixão pela Missão, pretende levar à renovação do entusiasmo pela Missão da Igreja em Portugal. O título – alarga o espaço da tua tenda – tomado do livro de Isaías, pretende levar-nos àquela atitude de quem se encontra de coração aberto para acolher o outro e ir ao encontro do outro.

Trata-se de um projeto que foi amadurecendo durante alguns anos e que nos últimos tempos tomou a forma em que agora se apresenta como um presente para quem o queira receber e descobrir. Para isso contribuiu também a carta pastoral dos nossos bispos, “Como Eu vos fiz, fazei vós também”. Para um rosto missionário da Igreja em Portugal. Passos de uma Igreja que tem a sua origem na Missão, vive da Missão e para a Missão.

Ao longo de quatro núcleos, o visitante poderá sentir, gostar e deixar-se envolver pelo espaço que procura acolhê-lo e acompanhá-lo como o hóspede que há muito era esperado. Ali se encontrará com a origem da Missão e com aqueles e aquelas, que a foram encarnando ao longo dos tempos. Trata-se de um caminho e, como tal, em construção. Uma obra para ver, deixar-se envolver e sentir-se como operário que vai colocando o seu tijolo neste grandioso projeto. E ali encontrará gente que o acompanha; ali encontrará a Mãe que acolheu a Palavra e que hoje a continua a dar ao nosso mundo. Uma Mãe que caminha com os seus filhos.

Tudo isto num tempo em que o Santuário de Fátima se prepara para a celebração do Centenário das aparições e num contexto em que a Igreja apela e procura encontrar caminhos para a Nova Evangelização. Aceite o nosso convite. Venha até Fátima, percorra os caminhos que o lugar lhe sugere até chegar e descer as escadas, ou a rampa, para a cripta da igreja da Santíssima Trindade. É aí que se pode encontrar com a Exposição Missionária, entrar e… alargar o espaço da sua tenda. 

sexta-feira, 30 de março de 2012

PÁSCOA, O VALOR DA COMUNHÃO


Conta-se que uma tarde, no mundo das matemáticas onde tudo é exato, começou uma grande discussão porque cada número queria demonstrar que era o mais responsável e o mais valioso de todos.

- Eu sou o de maior responsabilidade e importância, disse o número 1, porque para tudo sou o primeiro.
- Não, interrompeu o número 2. Eu sou o mais responsável, porque para que haja vida é necessário um casal, e sem mim não existia.

O número 3, rindo-se dos seus companheiros, disse: - Eu represento a Santíssima Trindade e por tal responsabilidade ninguém pode negar que sou o mais importante.

O número 4 quis mostrar a sua grande responsabilidade e importância e falou de cadeiras, mesas, camas, animais e todas as coisas que têm quatro pernas, para além das quatro estações do ano e que sem ele não podiam existir.

A discussão estava cada vez mais acesa e alguns números que no princípio nem queriam intervir, terminaram por defender o seu valor.

- Para que as mãos tenham cinco dedos e também cinco dedos os pés, para além dos cinco sentidos que passam pela minha responsabilidade, que seria dos homens sem mim, o número5?

O número 6 também não quis ficar calado. Deus criou o homem ao sexto dia, por isso a minha responsabilidade e transcendência é muito maior. Sem mim, nenhum de vós serviria para nada.

- Desculpa, disse o número 7, se a conversa vai por aí, então tenham em conta que eu represento o 7º dia e fui declarado santo pelo próprio Deus. Quem pode duvidar que eu sou o de maior responsabilidade e o de maior importância em relação a todos vós?

Por um momento todos ficaram sem fala, até que o número 8 levantou a voz e disse: - Esta discussão parece-me absurda. Mas se tenho alguma coisa que dizer, tenho de afirmar que, digam o que digam, eu sou o maior de todos, pois tenho mais valor, importância e responsabilidade.

Houve de novo um grande alvoroço e começaram todos a discutir. O número 9 olhou para o 8 de soslaio e com ares de superioridade disse: - Como vocês saberão, aqui termina a discussão porque eu sou o número com maior responsabilidade, até porque sou o mais valioso de todos e nenhum de vocês pode mudar essa evidência.

Terminara de falar o número 9 quando o zero (0) muito sério e enfadado por ter escutado tantas tontarias juntas, quis falar. Ia tomar a palavra quando, ao vê-lo, todos os números se puseram a rir e a perguntar:
-Que nos poderá este dizer? Que responsabilidade terá? Não é ele um Zero?

O zero (0) começou por dizer: - É bem sabido que nenhum de nós é igual. Também nenhum de nós tem o mesmo valor e a mesma responsabilidade. Contudo creio que nenhum é melhor do que o outro, apesar de que cada um tenha os seus motivos de sentir-se orgulhoso de ser quem é.
Ao escutarem as palavras do zero (0), todos os números começaram a juntar-se uns aos outros formando dezenas, centenas, milhares e milhões e desse modo deram-se conta que unindo-se cada vez mais, o seu valor era infinito.

Então começaram a dançar e a divertir-se. O zero (0), contentíssimo, disse: Como todos podeis apreciar, eu, sem dúvida, não teria nenhuma responsabilidade e valor sem os outros. Isso faz-me pensar que temos uma grande missão: mostrar aos homens que eles são como os números. Cada um é diferente e tem distinta responsabilidade e valor, mas nenhum é melhor nem mais importante que o outro. Sozinhos de pouco valem, mas unidos conseguirão um mundo melhor. Um mundo onde a responsabilidade e o valor de cada um contribuirão para a felicidade de todos.
Feliz Páscoa!  

Texto: P. António Lopes
Foto: João Cláudio

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

'MISSÃO HOJE'


Começa hoje, às 21.30h, na Igreja de Miraflores, o curso ‘Missão Hoje’, promovido pelo Sector de Animação Missionária Patriarcado de Lisboa, através da Escola Diocesana de Leigos. Ao longo das 15 sessões serão abordadas várias temáticas ligadas à missão: Espiritualidade; Vocação; Justiça, Paz e Integridade da Criação; entre outras. Para mais informações e inscrições, os interessados podem fazê-lo através dos telefones 213558026 e 916209919 (das 14h30 às 17h30) ou através do e-mail da Escola de Leigos ou do Serviço de Animação Missionária.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SEGUINDO O ‘BOM PASTOR’ – Missão em Portugal



“Uma comunidade evangelizadora sente-se continuamente obrigada a expandir a sua presença missionária em todo o território confiado ao seu cuidado pastoral e também na missão orientada para outros povos”(6). 
Convosco, gostava de aprofundar melhor este nº 6 da Carta Pastoral que fala do Bom Pastor, transparência do amor de Deus. E faço-o sublinhando alguns pontos:

1. O Bom Pastor “chama”. É ele quem vem ao encontro de cada um onde quer que se encontre.
Aquele que escuta a Sua voz e se sente interpelado não deixa de fazer aos outros o mesmo convite de Jesus: “Vinde e vede!” (Jo 1,39).

2. Cada um encontra-se “chamado pelo seu nome”. Trata-se de um “conhecimento recíproco”.
Face a uma sociedade favorável ao individualismo, ao anonimato e à etiquetagem numérica das pessoas, é nossa missão promover a pessoa no seu todo para que se sinta parte integrante de uma comunidade.
Nesta perspetiva era bom que se levasse a sério a proposta que aparece no Carta Pastoral: “Torna-se necessário fazer surgir na Igreja Portuguesa Centros Missionários Diocesanos (CMD) e Grupos Missionários Paroquiais (GMP) para que em consonância com as OMP e os Centros de animação missionária dos Institutos Missionários, possam fazer com que a missão universal ganhe corpo em todos os âmbitos da pastoral e da vida cristã” (20).

3. O Bom Pastor caminha “à frente” das ovelhas.
A missão leva-nos a “saber aproveitar todas as oportunidades, mas também a saber provocá-las, e lançar mão de capacidades e aptidões, e a saber cultivá-las, para oferecer o Evangelho ao nosso mundo” (26).
É fundamental não ter apenas as crianças e os jovens como simples destinatários da ação missionária da Igreja; é preciso olhá-los como agentes dessa ação missionária até ao ponto de terem a ousadia de partilhar a própria fé além-fronteiras.

4. O Bom Pastor “dá a vida pelas suas ovelhas”. É um ideal nobre que urge e exige de nós a entrega da nossa vida.
É tarefa do Centro Missionário Diocesano ser “o propulsor da consciência e do empenho missionário da Igreja Diocesana, ajudando-a a viver a sua identidade missionária traduzida no empenho específico do anúncio do Evangelho a todas as pessoas, em toda a parte e imprimindo uma dinâmica missionária a toda a atividade diocesana”(21). 

5. O Bom Pastor tem “ainda outras ovelhas que não são deste redil”. A vocação missionária impele-nos a contatar com todas as pessoas que procuram Deus e também com todas aquelas que não pertencem a nenhuma comunidade de fé, empenhando-nos com paixão na chamada primeira evangelização e na “nova evangelização”.
É imperioso constituir, preparar e formar grupos consistentes de evangelização, que no coração do mundo, sintam a alegria de levar o Evangelho a todos os sectores da vida, desde a família, à escola, ao trabalho, aos tempos livres, à solidão, à dor.
“Cada Igreja particular é responsável de toda a missão” (17). Seria bom que as dioceses portuguesas se abrissem às necessidades das outras Igrejas, partilhando generosamente não apenas os dons, mas também os seus sacerdotes. 

A Carta Pastoral interpela a todos, bispos, sacerdotes, leigos. Ela lança desafios que devemos encarar com serenidade, com fé e com ardor.

Texto: P. António Lopes, SVD - Publicação conjunta da MissãoPress
Foto: JCF

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

ENCONTRO DOS DIRECTORES DIOCESANOS DAS OMP


No passado dia 24 de Janeiro, na Casa da Senhora das Dores, em Fátima, reuniram-se os directores dos Secretariados Diocesanos das Obras Missionárias Pontifícias (OMP). Recentemente escolhido como Director Nacional, o P. António Lopes, presidiu a este primeiro encontro. Participaram a maioria dos directores, havendo alguns que, por estarem em formação ou retiro, justificaram a sua ausência. De salientar, a presença da Diocese de Aveiro, cujo director é um leigo.

Após o acolhimento e a oração, houve uma partilha das luzes e sombras, das dificuldades e alegrias, das novas perspectivas de trabalho a partir da Carta Pastoral “Como eu vos fiz, fazei vós também” – Para um rosto missionário da Igreja em Portugal.

Uns há mais anos, outros a começar este serviço, foram relatando as experiências, as acções missionárias diocesanas e os caminhos percorridos. A diocese do Porto, “Missão na Cidade - 2010”, foi o exemplo mais marcante e divulgado. Com acções mais abrangentes e mais visíveis, com momentos de oração/vigília e de reflexão, uns e outros testemunharam o seu empenho. Todavia, alguns dos presentes, relataram a sua falta de tempo para se dedicar, por inteiro, a este serviço, pois as muitas solicitações diocesanas ou paroquiais, não permitem a disponibilidade necessária. Outros, testemunharam alguma resistência a acções missionárias, por parte de alguns sacerdotes e comunidades, pois mexem com os programas e rotinas paroquiais.

O P. Tony Neves, destacou a vivência da Vigília Ecuménica Jovem, que decorreu a 21 de Janeiro, na igreja de S. Tomás de Aquino – Lisboa, que juntou mais de seiscentas pessoas. Também deu a conhecer o Curso “Missão hoje”, promovido pela Escola Diocesana de Leigos, que se realiza todas as segundas feiras, de Fevereiro a Junho, com 15 sessões, todas elas reflectindo temáticas missionárias.

Feita esta partilha, rica de experiências e capaz de motivar acções nesta ou naquela diocese, reflectimos sobre as Jornadas Missionárias a nível nacional, que se realizam em Fátima, todos os anos, em Setembro. Falou-se no modelo, nas temáticas, na alternância, por dioceses – um ano em Fátima, outro ano, numa diocese -, na criação de um momento final abrangente a todos os grupos missionários (tipo peregrinação, no último dia das jornadas). Estas jornadas tiveram o seu ponto alto no Congresso Missionário, em 2008 e, todos os anos, reúne cerca de cinco centenas de missionários, grande parte deles, gente jovem, ligada aos Institutos Missionários.

Um outro assunto abordado foi a divulgação das Obras Missionárias, nomeadamente a Infância Missionária, a Obra de S. Pedro Apóstolo e a União Missionária do Clero (procurar mais em www.opf.pt). Trocaram-se ideias sobre a Infância Missionária, a partir das experiencias dos Açores e do Algarve. O director nacional, em reunião europeia para este sector, vai inteirar-se do modo como outros países a animam e divulgam. Todos acolheram a ideia de tornar mais visível esta Obra, a partir da catequese e das famílias.

Abordou-se ainda a necessidade de reuniões anuais para os directores diocesanos, da partilha de experiências e comunicação das mesmas, através dos meios técnicos disponíveis; falou-se ainda da elaboração e distribuição dos apoios temáticos para o Outubro Missionário, das acções diocesanas ou paroquiais de reflexão e estudo para leigos, religiosos e sacerdotes da Carta Pastoral, bem como do Curso de Missiologia (Agosto – Fátima) e da Exposição Missionária (Fátima, de Maio a Outubro).

Os directores presentes sentiam a necessidade deste encontro e o mesmo ajudou a ver mais claro o dinamismo missionário das dioceses. Os desafios continuam, as experiências partilhadas apontam caminhos, a comunhão de esforços cria novas energias e potencialidades.

Valeu a pena o encontro: a Missão urge! O Mestre continua a dizer: “Ide e anunciai a Boa nova a todos os povos!”

P. Agostinho Sousa
Director Diocesano de Beja

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

“NÓS VIMOS A SUA ESTRELA”


“Nós vimos a sua estrela”(Mt 2,2)

Hoje é Epifania ou a manifestação de Deus aos homens. Deus foi-se manifestando progressivamente e de muitas maneiras (cf. Heb 1,1-2). A manifestação plena e esplêndida foi em Jesus Cristo.
Hoje é um dia missionário. É preciso que todos os povos vejam a estrela de Cristo, como os Magos. Os missionários querem ser estrelas com a sua palavra, com a sua entrega, com o seu compromisso, com um amor total de encarnação, paixão e Páscoa. Sê tu também um missionário em família, no ambiente de trabalho, na escola esforçando-te por ofereceres estrelas de amor, paz, alegria, felicidade a todos e a cada um.
A todos, votos de um Bom Ano 2012.