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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Carta do Papa em vista do mês missionário extraordinário - 2019



Carta do Papa em vista do mês missionário extraordinário - 2019

Ao Venerado Irmão
Cardeal Fernando Filoni

Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos

No dia 30 de novembro de 2019, ocorrerá o centenário da promulgação da Carta Apostólica Maximum illud, com a qual Bento XV quis dar novo impulso à responsabilidade missionária de anunciar o Evangelho. Estávamos no ano de 1919! Terminado um conflito mundial terrível, que ele mesmo definiu por «massacre inútil», o Papa sentiu necessidade de requalificar evangelicamente a missão no mundo, purificando-a de qualquer incrustação colonial e preservando-a daquelas ambições nacionalistas e expansionistas que causaram tantos revés. «A Igreja de Deus é universal – escrevia –, nenhum povo lhe é estranho», exortando ele também a rejeitar qualquer forma de interesses, já que só o anúncio e a caridade do Senhor Jesus, difundidos com a santidade da vida e as boas obras, constituem o motivo da missão. Assim Bento XV deu um particular impulso à missio ad gentes, esforçando-se, com os meios concetuais e comunicativos de então, por despertar, especialmente no clero, a consciência do dever missionário.

Este dá resposta ao perene convite de Jesus: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda criatura» (Mc 16, 15). Aderir a este mandato do Senhor não é opcional para a Igreja; é uma «obrigação» que lhe incumbe, como recordou o Concílio Vaticano II, pois a Igreja «é, por sua natureza, missionária». «Evangelizar constitui, de facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar. A fim de corresponder a tal identidade e proclamar Jesus crucificado e ressuscitado por todos, como Salvador vivente, Misericórdia que salva, «a Igreja, movida pelo Espírito Santo, deve – afirma também o Concílio – seguir o mesmo caminho de Cristo: o caminho da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação própria até à morte», de modo que comunique realmente o Senhor, «modelo da humanidade renovada e imbuída de fraterno amor, sinceridade e espírito de paz, à qual todos aspiram».

Aquilo que há quase cem anos Bento XV tinha a peito e que o documento conciliar nos está a recordar há mais de cinquenta anos, permanece plenamente atual. Hoje, como então, «enviada por Cristo a manifestar e a comunicar a todos os homens e povos a caridade de Deus, a Igreja reconhece que tem de levar a cabo uma ingente obra missionária». A propósito, São João Paulo II observou que «a missão de Cristo redentor, confiada à Igreja, está ainda bem longe do seu pleno cumprimento» e que «uma visão de conjunto da humanidade mostra que tal missão está ainda no começo, e que devemos empenhar-nos com todas as forças no seu serviço». Por isso ele, com palavras que eu gostaria agora de repropor a todos, exortou a Igreja a um «renovado empenhamento missionário», convicto de que «a missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé que ela se fortalece! A nova evangelização dos povos cristãos também encontrará inspiração e apoio, no empenho pela missão universal».
 Ao recolher na Exortação Apostólica Evangelii gaudium os frutos da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, convocada para refletir sobre a nova evangelização para a transmissão da fé cristã, quis apresentar de novo a toda a Igreja a mesma impelente vocação: «João Paulo II convidou-nos a reconhecer que “não se pode perder a tensão para o anúncio” àqueles que estão longe de Cristo, “porque esta é a tarefa primária da Igreja”. A atividade missionária “ainda hoje representa o máximo desafio para a Igreja” e “a causa missionária deve ser (…) a primeira de todas as causas”. Que sucederia se tomássemos realmente a sério estas palavras? Simplesmente reconheceríamos que a acção missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja». 

E tudo aquilo que pretendia expressar continua ainda a parecer-me inadiável: «possui um significado programático e tem consequências importantes. Espero que todas as comunidades se esforcem por atuar os meios necessários para avançar no caminho duma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Neste momento, não nos serve uma “simples administração”. Constituamo-nos em “estado permanente de missão”, em todas as regiões da terra». Com confiança em Deus e muita coragem, não temamos empreender «uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à auto-preservação. A reforma das estruturas, que a conversão pastoral exige, só se pode entender neste sentido: fazer com que todas elas se tornem mais missionárias, que a pastoral ordinária em todas as suas instâncias seja mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes pastorais em atitude constante de “saída” e, assim, favoreça a resposta positiva de todos aqueles a quem Jesus oferece a sua amizade. Como dizia João Paulo II aos Bispos da Oceânia, “toda a renovação na Igreja há de ter como alvo a missão, para não cair vítima duma espécie de introversão eclesial”».

Com espírito profético e ousadia evangélica, a Carta Apostólica Maximum illud exortara a sair das fronteiras das nações, para testemunhar a vontade salvífica de Deus através da missão universal da Igreja. A aproximação do seu centenário sirva de estímulo para superar a tentação frequente que se esconde por detrás de cada introversão eclesial, de todo o fechamento autorreferencial nas próprias fronteiras seguras, de qualquer forma de pessimismo pastoral, de toda a estéril nostalgia do passado, para, em vez disso, nos abrirmos à jubilosa novidade do Evangelho. Também nestes nossos dias, dilacerados pelas tragédias da guerra e insidiados pela funesta vontade de acentuar as diferenças e fomentar os conflitos, seja levada a todos, com renovado ardor, e infunda confiança e esperança a Boa Nova de que, em Jesus, o perdão vence o pecado, a vida derrota a morte e o medo e triunfa sobre a angústia.

Com estes sentimentos, acolhendo a proposta da Congregação para a Evangelização dos Povos, proclamo outubro de 2019 como Mês Missionário Extraordinário, com o objetivo de despertar em medida maior a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral. Poder-nos-emos preparar convenientemente para ele já através do mês missionário de outubro do próximo ano, de modo que todos os fiéis tenham verdadeiramente a peito o anúncio do Evangelho e a transformação das suas comunidades em realidades missionárias e evangelizadoras; e aumente o amor pela missão, que «é uma paixão por Jesus e, simultaneamente, uma paixão pelo seu povo».
  A ti, venerado Irmão, ao Dicastério a que presides e às Obras Missionárias Pontifícias, confio a tarefa de pôr em marcha a preparação deste acontecimento, especialmente através duma ampla sensibilização das Igrejas Particulares, dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica, bem como das associações, movimentos, comunidades e outras realidades eclesiais. Que o Mês Missionário Extraordinário se torne uma ocasião de graça intensa e fecunda para promover iniciativas e intensificar de modo particular a oração – alma de toda a missão –, o anúncio do Evangelho, a reflexão bíblica e teológica sobre a missão, as obras de caridade cristã e as ações concretas de colaboração e solidariedade entre as Igrejas, de modo que se desperte e jamais nos seja roubado o entusiasmo missionário.

Do Vaticano, no dia 22 de outubro – XXIX Domingo do Tempo Ordinário, Memória de São João Paulo II, Dia Mundial das Missões – do ano de 2017.


FRANCISCUS

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

JORNADAS MISSIONÁRIAS 2016



JORNADAS MISSIONÁRIAS 2016 

As Jornadas Missionárias que se realizam nos dia 17 e 18 de Setembro em Fátima, têm como tema: “Missão com histórias de misericórdia”. 

O Papa Francisco diz-nos: “A missão (…) faz parte da “gramática” da fé, é algo de imprescindível para quem se coloca à escuta da voz do Espírito que sussurra “vem” e “vai” (Mensagem para o dia Mundial das Missões 2015). E convida-nos a “Olhar a missão ad gentes como uma grande, imensa obra de misericórdia quer espiritual quer material”, convidando-nos todos a “sair”, como discípulos missionários” (Mensagem para o dia Mundial das Missões 2016).

O missionário impulsionado por esse “sussurro do Espírito” vê a realidade, onde quer que se encontre, desde o coração de Deus. Daí a necessidade de estar sempre atento, desperto, olhando a realidade com olhos novos, porque em qualquer momento pode surgir algo de maravilhoso.
Das múltiplas realidades calcorreadas pelos missionários, da Amazónia ao Sudão, do Japão à República da África Central, da Síria até Portugal, onde a realidade parece toldar o olhar e entristecer o coração; onde tudo parece incerto, ameaçador e, até, misterioso, o missionário com uma sensibilidade diferente, sente no seu coração a certeza da criatividade de Deus que não nos deixa à superfície das coisas mas nos leva até à interioridade de tudo o criado.

O missionário sabe que a fé é um dom que não se pode guardar, nem sequer nos lugares onde manifestá-la o põe em perigo, nomeadamente nos países do Médio-Oriente. Ele só quer que a chama de Jesus ressuscitado ilumine outras pessoas e outras realidades. Ele sabe que a força não está no número, mas no ardor que coloca em viver a Paixão por Jesus e o seu Reino.

É nos Evangelhos que o missionário descobre como agir à maneira de Jesus. Ele vê como Jesus se aproxima das pessoas, caminha com elas, ouve-as, faz-lhes perguntas, ensina-as com paciência, trata-as com ternura, mostra-lhes a sua misericórdia com gestos de amor, libertando-as de todo o mal.
A missão é todo este retrato de Jesus em acção. É o saber caminhar com as pessoas nos seus ambientes próprios e levá-las a descobrir a presença de Jesus Cristo nas suas vidas, enchendo-as de alegria e esperança, capaz de gerar processos de conversão, discipulado, comunhão, solidariedade e, naturalmente, missão em cada situação humana e em cada pessoa.
 
As Jornadas Missionárias são para todos nós a ocasião de escutar, ver e palpar as histórias de misericórdia de homens e mulheres que no encontro, no diálogo e na procura mútua procuram ajudar a Igreja a “sair” de si mesma e dar resposta, desde o Evangelho, a este mundo plural e necessitado de muito amor e misericórdia.

As inscrições online  estão abertas. Contamos convosco!!!
Link para o formulário online: http://www.opf.pt/index.php/jornadas-missionarias-2016/online-jornadas
 
P. António Lopes, SVD
Director Nacional OMP

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES – 18 de Outubro de 2015




Se quiséssemos retratar os missionários e a sua missão, diríamos, com o Papa Francisco, que eles são uns apaixonados por Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, apaixonados pelas pessoas.
No centro está Jesus Cristo. De quem irradia uma palavrinha especial: “Ide” onde estão contidos os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora. Dele irradia uma vontade de partir para as grandes periferias da missão, a onde ainda não chegou o Evangelho.
É necessário viver este ideal missionário como um dom generoso, cheio de ardor e disponibilidade, porque o amor não se pode calar.  O Evangelho é a paixão do missionário. E a missão é colocar todos, sem excluir ninguém em relação pessoal com Cristo, até nos tornar-mos todos amigos fortes de Deus, no dizer de Sta Teresa de Jesus. 

OMP - Portugal

quinta-feira, 25 de junho de 2015

JORNADAS MISSIONÁRIAS 2015 - INSCRIÇÕES ABERTAS

INSCRIÇÕES ON-LINE

Com o tema “Missão Sempre e em todas as frentes. AdGentes e Igrejas particulares”, vão realizar-se em Fátima nos dias a 19 e 20 de Setembro as Jornadas Missionárias 2015.  
O Papa Francisco, desde que foi eleito como sucessor de Pedro, não parou de incitar a Igreja a “abrir-se”, a chegar a todas as pessoas até nas mais longínquas “periferias existenciais”. Daí surgir inevitavelmente a necessidade e a urgência da evangelização “ad gentes”. Todos e cada um dos cristãos têm de ser um Sim à Missão.
A carta pastoral, “Para um rosto missionário da Igreja em Portugal” no nº 20 e 21, aponta caminhos concretos: “Fazer surgir na Igreja portuguesa Centros Missionários Diocesanos (CMD) e grupos Missionários Paroquias que possam fazer com que a missão universal ganhe corpo em todos os âmbitos da pastoral e da vida cristã”. E “aconselha-se vivamente que o CMD seja constituído em todas as dioceses de Portugal em ordem a imprimir uma dinâmica missionária a toda a atividade diocesana”.

Caros amigos, contamos convosco para ajudar as Igrejas, as dioceses às quais pertenceis, a abrirem-se a uma dimensão ampla à missão evangelizadora.

Inscreva-se já na página das Obras Missionárias Pontifícias: www.opf.pt



quarta-feira, 1 de abril de 2015

EM CRISTO VOLTAMOS À VIDA!


Cristo ressuscitado e glorioso é a fonte profunda da nossa esperança. Não nos faltará a sua ajuda para cumprir a missão que ele pede a cada um de nós.

A sua ressurreição não é algo do passado. Ela tem uma força viva que penetrou no mundo. Onde tudo parece estar morto, aí voltam a aparecer rebentos de ressurreição. É uma força imparável. É verdade que muitas vezes parece como se Deus não existisse: vemos injustiças, maldade, indiferença e crueldade... Mas também é certo que no meio da escuridão sempre começa a surgir algo novo que mais tarde ou mais cedo sempre dará fruto. Cada dia no mundo renasce a beleza. Os valores tendem sempre a aparecer de novas maneiras. E onde, muitas vezes, tudo parecia sem solução, o homem foi capaz de renascer, curar, abençoar, perdoar, consagrar, libertar, criar, construir, ressuscitar.

A ressurreição de Cristo provoca por todo o lado germes de um mundo novo. Não fiquemos à margem. Entremos no caminho da luz sem ocaso, essa luz que se expande do círio pascal, que a manhã encontra ardendo e brilhando porque já nunca se apagará. Aleluia!
Feliz Páscoa !

Foto: DR

terça-feira, 24 de março de 2015

DIA DOS MISSIONÁRIOS MÁRTIRES - 24 MARÇO


Criado em 1993, por iniciativa do Movimento Juvenil Missionário das Obras Missionárias Pontifícias(OMP) da Itália, e tendo escolhido como data o aniversário do assassinato de dom Oscar Arnulfo Romero, arcebispo de San Salvador (24 de março de 1980), o Dia de Oração e Jejum em memória dos Missionários Mártires chega este ano à sua 23ª edição na perspectiva da iminente beatificação de Dom Romero, que terá lugar no dia 23 de maio.

A iniciativa tem como objetivo lembrar, com oração e jejum, todos os missionários que foram mortos no mundo e todos os agentes pastorais que derramaram o seu sangue por causa do Evangelho. Hoje, a iniciativa estende-se a muitas dioceses, realidades juvenis e missionárias, e institutos religiosos dos vários continentes.


"Muitos missionários deram as suas vidas simplesmente porque, como Cristo, escolheram ficar ao lado dos pobres e pequenos, porque viveram as bem-aventuranças como mensageiros da paz e da justiça para os povos que o Senhor lhes confiou servir - escreve o padre Michele Autuoro, diretor nacional de Missio, no subsídio para este dia. Portanto, dia de memória, mas também de intercessão pelo dom da paz e de uma fraternidade verdadeira no respeito de todos... ".

Em 2014 foram mortos violentamente 17 sacerdotes, 1 religioso, 6 religiosas, um seminarista e um leigo. De acordo com as estatísticas da igreja, na América, 14 agentes de pastoral foram mortos (12 sacerdotes, um religioso e um seminarista); na África foram mortos sete agentes de pastoral (2 sacerdotes e 5 religiosos); na Ásia foram mortos dois agentes de pastoral (um sacerdote e um religioso); na Oceania foram mortos dois agentes de pastoral (1 sacerdote e um leigo); na Europa foi morto um padre.

Comentando o tema escolhido para este dia, "No sinal da cruz", Alessandro Zappalá, secretário nacional de Missio Giovani, afirma: "Se há uma coisa que une todos os cristãos espalhados nos cinco continentes é a cruz. Um instrumento de tortura e morte que durante séculos aterrorizou todos os povos, até que, naquela cruz foi crucificado o Filho de Deus, Jesus ... Daquele momento em diante, a cruz tornou-se um símbolo de salvação para todos, porque Jesus, morrendo, redimiu todas as nossas culpas e todos os nossos pecados".

No livreto preparado para a celebração do Dia constam algumas propostas para a animação: uma reflexão sobre o tema, o texto de uma vigília de oração, outro para a Via-Sacra e uma liturgia penitencial. Todos os doentes podem oferecer o seu sofrimento para apoiar as obras dos que trabalham em todos os cantos da terra para anunciar e testemunhar o Evangelho.

Fonte: Agência Fides
Foto: DR

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

SANTO E FELIZ NATAL 2014

[Visita-nos o Sol que nasce lá do alto... Luz para iluminar todos os povos  (Lc 1, 78. 2,32) ]

A LUZ e o AMOR de Deus derrama-se nos nossos corações.
Luz para que as nossas mãos sejam o prolongamento da sua misericórdia,
para que a nossa voz seja o eco da sua alegria anunciando boas notícias,
para que os nossos pés sejam fazedores de caminhos de liberdade e justiça,
para que os nossos ouvidos estejam atentos e sensíveis aos gritos  
e murmúrios de quem sofre,
para que a nossa mente seja criadora de espaços de vida e harmonia.
para que o nossos coração seja um lar de amor e de esperança...
e toda a nossa vida seja transformada e iluminada pela sua VIDA.
Natal: Deus na nossa vida para encher-nos da sua LUZ,
da sua FORÇA e do seu AMOR.
Votos de um santo NATAL vivido com intensidade, simples e profundo,
familiar e evangélico, solidário e generoso com o sonho missionário de chegar a todos (EG 31).


OMP Portugal
Foto: DR

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

ESTÁ NA HORA… DE SER CRISTÃO - XVI Fórum Ecuménico Jovem em Coimbra


’Para tudo há um momento e um tempo’(Ecl 3,1-8) foi o tema que reuniu cerca de 300 jovens no Seminário Dehoniano em Coimbra, a 15 de Novembro. Nem a chuva impediu que jovens de todo o país rumassem à cidade da cultura para a XVI edição do FEJ, organização conjunta dos Departamentos Juvenis das Igrejas Católica, Lusitana, Metodista e Presbiteriana, com o apoio do SDPJ Coimbra e dos Dehonianos.
Os anfitriões, o Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil de Coimbra (SDPJ), prepararam de forma criativa e acolhedora os diversos espaços onde o FEJ se desenrolou: a escolha dos grupos, o auditório para as plenárias, os locais dos workshops. O grupo da Pastoral Universitária cantou e encantou no auditório e na Capela, mobilizando três centenas vozes para a festa e a oração.
O P. João Paulo Vaz, pároco, cantor e ex-Assistente do SDPJ Coimbra, fez a abordagem bíblica do tema do FEJ, lembrando aos jovens que precisam de um referência que una as experiências que se vivem hoje muito à pressa, pois ‘passamos pela vida como cão por vinha vindimada, vivemos com os outros em jeito de sms, não saboreamos a vida, não conseguimos falar em profundidade’. Deus usa o tempo amando. É preciso viver mais e melhor como cristão.
Dali, os jovens partiram para a reflexão em pequenos grupos, a que se seguiu o almoço partilhado, momento sempre muito fraterno, que permite conhecer mais pessoas, com tempo para conversar e estar.
A tarde começou com os dez workshops que permitiram refletir sobre a forma como vivemos o tempo: ‘tempo para ser filho – a redescoberta da dimensão batismal; tempo para cuidar – a experiência ecuménica em contexto hospitalar; tempo para crescer – a experiência universitária; tempo para orar – a experiência do ‘passo a rezar’; tempo para estar ligado – as novas tecnologias; tempo para dar e receber – o banco do tempo; tempo para a relação – amadurecer as relações, descobrir o outro; tempo para a escuta – tempo para a vida interior; tempo para a Missão – testemunho dos Jovens sem Fronteiras; tempo para ser – o que fazes do teu tempo?
A celebração Final foi tempo de festa e de envio em Missão. Junto ao altar, estavam Bispos, Padres, Pastoras e Pastores a mostrar a diversidade que as Igrejas são. Os jovens regressaram a casa com um pacote de cinco feijões e uma história narrada na celebração: O avô contou ao neto que punha cinco feijões no bolso direito e, ao longo do dia, sempre que acontecia algo de positivo, passava um feijão para o bolso esquerdo. No fim do dia, o bolso esquerdo estava sempre cheio, pois a vida é bela!
Está na Hora? Escolhe o teu desafio e deixa que Deus te surpreenda!


Texto:Tony Neves - Equipa Ecuménica Jovem
Fotos: João Fernandes

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

ANIMAG REFLECTEM COMO SER IGREJA MISSIONÁRIA EM SAÍDA



Vinte e dois Institutos  religiosos, 46 participantes, entre sacerdotes, irmãs e leigos, realizaram a sua assembleia anual, de 4 a 7 de Novembro de 2014, no Santuário de  Cerejaias- Alfândega da Fé, na Diocese de  Bragança- Miranda.

Esta teve como objetivo unir os Institutos Missionários em Portugal para juntos  analisarem a situação atual da animação missionária e laçarem propostas concretas para tornar a igreja portuguesa mais comprometida com a dimensão missionária.

O ANIMAG (animadores missionários dos institutos ad gentes)é um órgão missionário ligado ao IMAG (Institutos Missionários Ad gentes) formados por todos os superiores e superioras provinciais dos institutos missionários ad gentes em Portugal.

A assembleia reservou um dia de formação com D.  José Cordeiro, bispo de Bragança – Miranda, que com palavras simples levou os participantes a refletirem  sobre a Exortação apostólica, a alegria do Evangelho do papa Francisco, além das consequências e desafios para a igreja missionária ad gentes hoje em Portugal.


“É necessário aprendermos a ousarmos um pouco mais e sermos criativos nas nossas propostas, não esquecendo que o fim da nossa e da  missão da igreja é sempre Cristo. E Cristo tem que ser anunciado com alegria e com entusiasmo” – disse D. José.
Desafiou os participantes a viverem os seus carismas específicos e voltar à raiz fundante do mesmo para mostrar a beleza que cada carisma representa na igreja.
“ O Essencial na missão é sentir a Graça de Deus e ser  graça de vida para os outros” , afirmou.

O presidente dos ANIMAG, P. Vitor  Dias, comboniano, manifestou estar satisfeito com o andamento da assembleia quer pela comunhão entre os vários Institutos que demonstram que uma missão em conjunto entre todos é possível. Quer  porque “quando estamos reunidos é que somos desafiados a encontrarmos respostas plausíveis para realizar uma missão em comunhão”.


A assembleia decorreu num clima de oração, celebração, formação, debates e convívio, num espírito saudável de partilha e colaboração entre todos.

Fotos: Missão Press

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

JORNADAS MISSIONÁRIAS 2014 (INSCRIÇÕES ONLINE)

JORNADAS MISSIONÁRIAS 2014

Nos dias 20 e 21 de Setembro em Fátima, juntamente com a Pastoral Juvenil, realizam-se as Jornadas Missionárias com o terma “Família, um projecto…”. Um tema é de grande actualidade quer social quer eclesiológico, uma vez que o papa Francisco colocou a Família no centro das suas preocupações, com um sínodo extraordinário em Outubro de 2014 e um sínodo ordinário em 2015.
Podemos perguntar: “Mas este tema tem a ver com a Missão?”. Penso que tudo o que é humano diz respeito à Missão, como diz respeito à Igreja. O próprio Jesus viveu numa família. Aí cresceu, aprendeu a amar, a andar, a falar, a rezar… A própria Missão nasce de Deus Família, encarna-se numa família biológica, cultural, religiosa. Não é missão da Igreja fazer da humanidade uma família? É por isso que a família é sempre um projecto em todas as suas vertentes e componentes.
Estas Jornadas (ver programa), estou em crer, abordam a família nas suas diversas componentes e descobriremos que deveremos estar nas famílias com benevolência, apoiando os seus desejos de viverem melhor, de ser comunidades de fé, de partilha, de respeito, de atenção, de crescimento e de solidariedade. E ao mesmo tempo, alertar para tudo o que faz definhar: a violência, o ciúme e a inveja, a mentira.
Uma família é o lugar do diálogo. Graças à palavra a criança aprende a dar nome ao mundo, e a exprimir os seus sentimentos: o seu amor e os seus medos, a sua confiança, os seus desejos e as suas inumeráveis questões. É aí que conhece a relação entre o amor e a verdade, o perdão e a solidariedade, o “eu” o “nós” e os “outros.
Se as famílias são frágeis por definição, elas são ao mesmo tempo esse lugar único onde sempre se pode manifestar o milagre de amar de novo, amar ainda mais, para além das incompreensões, sofrimentos, desilusões. Amar e sentir-se amado. É que o amor de Deus faz que da sua própria família nos abramos a uma nova família: à família da sociedade, à família da Igreja, à família do mundo. E isto é Missão!
Inscreve-te e participa! As Jornadas também têm necessidade do teu ponto de vista e do teu contributo para anunciar novamente a beleza da família cristã.

P. António Lopes, SVD
Director Nacional OMP


quarta-feira, 16 de abril de 2014

A EXPERIÊNCIA DO REENCONTRO…


A EXPERIÊNCIA DO REENCONTRO…

A Páscoa festeja-se como uma nova Primavera que apaga o difícil Inverno. É belo e bom.
A quando dos acontecimentos da morte de Jesus, o cepticismo é geral. Tudo o que se passa entre o túmulo e o cenáculo parece-se com uma crónica da dúvida. Somente o reencontro com Jesus que se faz ver apagará essa incredulidade.
Maria Madalena ouve chamar o seu nome e a sua vida transforma-se. Os caminhantes cabisbaixos e derrotados reconhecem Jesus em Emaús na fracção do pão e correm cheios de entusiasmo levar a notícia aos outros. Outros, à beira do lago, começam a acreditar na ressurreição e sentem-se animados a levar a notícia a toda a gente.
A experiência da ressurreição dá-se no final de uma procura e no começo de uma missão. Mais importante do que o túmulo vazio é a experiência do encontro com Jesus. Esta é que é decisiva.
Estou eu disposto a deixar-me encontrar com e por Jesus?


A todos os nossos amigos, colaboradores e benfeitores desejamos uma Santa e Feliz Páscoa!

Texto: P. António Lopes
Foto: Lusa

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O AMOR VERDADEIRO ESTÁ LÁ SEMPRE PRIMEIRO

O AMOR VERDADEIRO ESTÁ LÁ SEMPRE PRIMEIRO
“A Alegria do Evangelho”


«Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia boas novas a Sião»
(Isaías 52,7)
«A voz do meu amado: ei-lo que vem correndo sobre os montes»
(Cântico dos Cânticos 2,8)

1. Vejo a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, do Papa Francisco, a primeira e programática do seu pontificado (n.º 25), como uma torrente de «óleo de alegria» (Isaías 61,3) a inundar, lubrificar e tonificar todos os recantos de uma Igreja que se quer em «vestido de festa» (ainda Isaías 61,3), jubilosamente saindo de si mesma, das amarras do medo, do comodismo, da indiferença, do quietismo, de toda a rigidez autodefensiva, do telónio da administração seja do que for. É, na verdade, necessário e urgente passar da «simples administração» para um «estado permanente de missão» (n.º 25). Requer-se, portanto, uma nova cultura e postura de evangelização, que vá muito para além de uma simples pastoral de manutenção. Deve notar-se que, nas comunidades cristãs primitivas, o termo «Evangelho» é um nome de ação e não de estado. Significa «anunciar a notícia feliz da Ressurreição de Jesus», pelo que não pode ser confundido com um livro colocado na estante que gera vidas colocadas na estante. «Evangelho» significa então «evangelização», e evangelização implica movimento e comunicação, e requer tempo, dedicação, formação, inteligência, entranhas, mãos e coração.



2. Da paleta de tintas do Papa Francisco sai uma Igreja pobre, leve e bela, com uma «tarefa diária: é cada um levar o Evangelho às pessoas com quem se encontra» (n.º 127). A esta Igreja bela não serve o hábito velho daquilo a que ele chama o «deveriaqueísmo», que somos nós cómoda e vaidosamente sentados e entretidos a discutir «o que se deveria fazer» (n.º 96). É o «excesso de diagnóstico» (n.º 50) ou o «excesso de meios, míngua de fins» (Edmund Pellegrino). Sim, este não é o tempo do «deveriaqueísmo», mas o tempo do «saiamos, saiamos» (n.º 49), o tempo de a Igreja inteira sair de si mesma, do seu estatismo autorreferencial. Este é o tempo da leveza e da agilidade do Evangelho, de a Igreja «primeirear» (n.º 24), levando a todos, sobretudo aos pobres, o anúncio do Evangelho, que é «a primeira caridade» (n.º 199; Novo Millennio Ineunte, n.º 50) e «o primeiro serviço que a Igreja pode prestar ao homem e à humanidade inteira» (Redemptoris Missio, n.º 2). O ícone feliz desta maneira de viver bem pode ser «Nossa Senhora da prontidão, que sai “à pressa” (Lucas 1,39) da sua povoação para ir ajudar os outros» (n.º 288).

3. Se não sair ao encontro dos outros, sobretudo dos pobres, se não se lembrar dos pobres, se não os tiver sempre presentes e não nutrir por eles um carinho particular, a Igreja perde credibilidade e o seu critério-chave de autenticidade (n.º 195) e de autoridade. A autoridade na Igreja é sempre por transparência. Transparência de Cristo, deixar passar Cristo, «é Cristo que vive em mim» (Gálatas 2,20). «Nós só nos devíamos lembrar dos pobres», aí está a condição que rege a missão do Apóstolo Paulo (Gálatas 2,10), «o maior missionário de todos os tempos» (Bento XVI, Mensagem para o 45.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, 2008) e «modelo de cada evangelizador» (Evangelii Nuntiandi, n.º 79). É bom que a Igreja viva em permanente sintonia com as frequências do Sermão da Montanha, em que os primeiros destinatários da felicidade são os «pobres de espírito» (Mateus 5,3), que são os que não têm espaço político, económico, social, educacional, cultural, humano: aqueles que não têm espaço vital, que não têm espaço nenhum, com quem ninguém conta, nem contam para ninguém. Para levar a todos e a todos envolver nesta onda de felicidade, é preciso uma Igreja feliz, liberta de todas as amarras, do formalismo e do calculismo da administração, da frieza da indiferença, do medo que tolhe os movimentos e leva ao pecado da estagnação e da auto-preservação, poço de águas inquinadas.

4. Porque o Papa apela ao uso de imagens para fazer passar a mensagem do Evangelho (n.º 157), enxerto aqui a bela interpretação que os targûmîm (paráfrases aramaicas) fizeram da passagem do Livro dos Números 21,16-18: «Foi então que Israel cantou este poema de louvor, no momento em que voltou o poço que lhes tinha sido dado por mérito de Miriam, depois de ter estado escondido: “Sobe, poço! Sobe, poço!”, assim cantavam. E ele subia. O poço que tinham escavado os patriarcas, Abraão, Isaac e Jacob, os príncipes de outrora, os chefes do povo, Moisés e Aarão, perfuraram-no os dirigentes de Israel, mediram-no com as suas varas. E, depois do deserto, deu-se a eles como um dom. E depois de se dar a eles como um dom, pôs-se a subir com eles pelas altas montanhas, a descer com eles pelos vales. Passando por todo o território de Israel, dava-lhes de beber a todos e a cada um à entrada da sua tenda». Um poço que acompanha o povo por todo o lado, por montes e vales, e que dá de beber ao povo, imagem próxima das pessoas-cântaro de que fala o Papa Francisco (n.º 86). Bela metáfora que traduz bem Jesus e que pode e deve traduzir também a Igreja na sua ação de ir ao encontro das pessoas para saciar a sua sede mais profunda.

5. A Igreja de Cristo é formada por «discípulos missionários», e não por «discípulos e missionários» (n.º 120), como se «missionário» pudesse ser apenas um ornamento ou um acessório a apor ao «discípulo» (n.º 273). Não é um acessório mais ou menos facultativo, que se pode ter ou não ter, usar ou não usar. É por natureza que a Igreja é missionária (Ad Gentes, n.º 2), e «evangelizar constitui, de facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua identidade mais profunda» (Evangelii Nuntiandi, n.º 14). Neste sentido, escreve bem o Papa Francisco, «eu sou uma missão nesta terra» (n.º 273). Eu sou, tu és, nós somos. Sim, este é o tempo de tudo o que é Igreja transbordar de beleza (n.º 142), e fecundar e contagiar de alegria a inteira paisagem humana e da criação em que por graça estamos inseridos. Este é o tempo de sermos todos contemplativos de Deus e contemplativos do rosto dorido e belo dos nossos irmãos (n.os 154.199.264). Contemplativos e transparentes, habitados pelo mistério de Cristo e dispensadores dos mistérios de Deus (1 Coríntios 4,1; Lumen Gentium, n.º 21).

D. António Couto

Bispo de Lamego
(Publicação conjunta da Missão Press)
Foto: DR

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A IGREJA É APOSTÓLICA , É MISSIONÁRIA E NÃO PODE FICAR FECHADA EM SI MESMA.



Professar que a Igreja é apostólica, explicou o Papa Francisco, significa destacar o elo profundo, constitutivo que ela tem com os Apóstolos. “Apostolo” é uma palavra grega que quer dizer “mandado”, “enviado”. Os Apóstolos foram escolhidos, chamados e enviados por Jesus, para continuar a sua obra. Partindo desta explicação, o Papa destacou brevemente três significados do adjectivo “apostólica” aplicado à Igreja.
Em primeiro lugar, a Igreja é apostólica porque está fundada sobre a pregação dos Apóstolos, que conviveram com Cristo e foram testemunhas da sua morte e ressurreição. “Sem Jesus, a Igreja não existe. Ele é a base e o fundamento da Igreja”, recordou o Papa, afirmando que a Igreja é como uma planta, que cresceu, se desenvolveu e deu frutos ao longo dos séculos, mas mantêm suas raízes bem firmes em Cristo.
Em segundo lugar, a Igreja é apostólica, porque Ela guarda e transmite, com ajuda do Espírito Santo, os ensinamentos recebidos dos Apóstolos, dando-nos a certeza de que aquilo em que acreditamos é realmente o que Cristo nos comunicou.
“Ele é o ressuscitado e suas palavras jamais passam, porque Ele está vivo. Hoje Ele está entre nós, está aqui, ouve-nos. Ele está no nosso coração. E esta é a beleza da Igreja. Já pensamos em quanto é importante este dom que Cristo nos fez, o dom da Igreja, onde podemos encontrá-Lo? Já pensamos que é justamente a Igreja – no seu longo caminhar nesses séculos, apesar das dificuldades, dos problemas, das fraquezas, os nossos pecados – que nos transmite a autêntica mensagem de Cristo?”
Enfim, a Igreja é apostólica porque é enviada a levar o Evangelho a todo o mundo. Esta é uma grande responsabilidade que somos chamados a redescobrir: a Igreja é missionária e não pode ficar fechada em si mesma.
“Insisto sobre este aspecto da missionariedade, porque Cristo convida a todos a irem ao encontro dos outros. Envia-nos, pede-nos que nos movamos para levar a alegria do Evangelho. Devemos perguntar-nos: somos missionários com a nossa palavra ou através da nossa vida cristã? Com o nosso testemunho? Ou somos cristãos fechados nos nossos corações e na nossa igreja? Cristãos de sacristia? Cristãos só de palavras mas que vivem como pagãos? Isso não é uma crítica, também eu me questiono: Como sou cristão? Com o testemunho, realmente? A Igreja tem suas raízes no ensinamento dos apóstolos, mas olha sempre para o futuro, com a consciência de ser enviada por Jesus, de ser missionária, levando o nome de Jesus com a oração, o anúncio e o testemunho. Uma igreja que se fecha em si própria e no passado, ou uma igreja que olha apenas para as pequenas regras de hábitos, de atitudes, é uma Igreja trai sua própria identidade. Uma Igreja fechada trai a sua própria identidade. Redescubramos hoje toda a beleza e a responsabilidade de ser Igreja apostólica.”


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

QUAL É A MISSÃO DA IGREJA?




“Qual é a missão da Igreja? Difundir em todo o mundo a chama da fé, que Jesus acendeu no mundo: a fé em Deus, que é Pai, Amor, Misericórdia. O método da missão cristã não é fazer proselitismo, mas o da chama compartilhada que aquece a alma. Agradeço a todos aqueles que, através da oração e da ajuda, concreta apoiam o trabalho missionário, em especial a preocupação do Bispo de Roma pela difusão do Evangelho. Neste dia estamos próximos a todos os missionários e missionárias, que trabalham muito sem fazer barulho, e dão a vida. Como a italiana Afra Martinelli, que trabalhou por muitos anos na Nigéria: dias atrás, foi assassinada num assalto; todos choraram, cristãos e muçulmanos. Era bem querida. Ela proclamou o Evangelho com a vida, com o trabalho que realizou, um centro de educação; assim espalhou a chama da fé, combateu o bom combate!” - Palavras do Papa Francisco no Angelus do Dia Mundial das Missões.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A MISSÃO ... NA ECCLESIA RÁDIO


No dia mundial das missões a Ecclesia rádio conversou com Nuno Fonseca, membro dos “Jovens Sem Fronteiras” e que durante 2 anos esteve em missão em São Tomé e Príncipe. Na mesma emissão o testemunho do padre António Lopes, director das obras missionárias pontifícias.
Ouça aqui a entrevista toda em: 



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Outubro Missionário - Jornadas Mundiais Juventude - Jornadas Missionárias 2013


Outubro Missionário - Jornadas Mundiais da Juventude / Jornadas Missionárias Nacionais 2013 - II Jornadas Nacionais da Pastoral Juvenil
Entrevista ao P. António Lopes, Director Nacional das Obras Missionárias Pontifícias


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Jornadas 2013 - INSCRIÇÕES ONLINE



Nos dias 20, 21 e 22 de Setembro realizar-se-ão as Jornadas Missionárias em Fátima, com o tema: “MISSÃO A@GENTES – Ide e Anunciai!”.
Já se encontram abertas as Inscrições online na página das OMP.

A grande novidade deste ano é que as Jornadas se realizam em conjunto com as II Jornadas Nacionais da Pastoral juvenil. Esta feliz coincidência é impregnada das palavras do Papa Francisco: “ Queridos jovens, imagino-vos fazendo festa ao redor de Jesus… imagino-vos gritando o seu nome e expressando a vossa alegria por estardes com Ele! Vós tendes uma parte importante na festa da fé! Vós trazei-nos a alegria da fé e dizeis-nos que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre: um coração jovem, mesmo aos setenta, oitenta anos! Coração Jovem! Com Cristo, o coração nunca envelhece”.

Nestas Jornadas missionárias, queremos refrescar o nosso coração. Viver esses dias de modo diferente. Para isso muito nos ajudarão as conferências a que assistiremos com agrado e emoção assim como nos workshops em que participaremos de uma maneira ativa:  Juventude e Família. Juventude e cultura. Ecos dos JMJ do Rio de Janeiro.

Sabemos que a Missão está sempre fora de nós, exigindo um movimento para o exterior, saindo da própria casa e partindo, não se acomoda ao já alcançado mas é capaz de deixar estruturas e situações para iniciar projetos novos em situações que requerem o primeiro anúncio do Evangelho e revitalizando de maneira criativa o que já existe. Ai de nós se ficássemos agarrados ao contentamento do já feito!
É por isso que o papa Francisco pedia aos jovens para dizerem ao mundo: “ é bom seguir Jesus; é bom andar com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de nós mesmos para levar Jesus às periferias do mundo e da existência”.

Oxalá estas Jornadas despertem em todos nós a vontade de continuar a ser no mundo a “alegria suave e consoladora da evangelização” como dizia o Papa Paulo VI.  

Participa! Faça a sua inscrições Online!